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Promovendo a Liberdade de Expressão na África Austral

instituicao mais aberta misauO MISA Moçambique defendeu, esta terça-feira, 02 de Novembro de 2021, em Maputo, a responsabilização dos promotores de atentados contra jornalistas, como saída para travar os atentados contra jornalistas no país.

No posicionamento, manifestado durante a mesa redonda alusiva às celebrações do dia mundial para o fim da impunidade dos crimes contra jornalistas, a organização exige ainda  a investigação e o esclarecimento de casos como o desaparecimento de Ibraimu Mbaruco, há 19 meses, e a destruição, por fogo posto, do semanário Canal de Moçambique, em 2020, entre outros.

Fernando GoncalvesO Presidente do MISA Moçambique, Fernando Gonçalves, disse que “a única forma de colocar fim aos crimes perpetrados contra jornalistas, é garantir que os que praticam esses crimes não sejam premiados através da impunidade”, acrescentando que “é inconcebível que 19 meses depois do seu desaparecimento, as autoridades nacionais não tenham conseguido mostrar os passos que já deram para o esclarecimento do caso Mbaruco”.

Por seu lado, a Embaixadora do reino dos Paises Baixos em Moçambique, Henny de Vries, reiterou o seu compromisso em contribuir para um ambiente mais favorável ao exercício de um jornalismo independente e promotor da diversidade e do pluralismo de ideias.

O Provedor da Justiça, Isac Chande, defendeu, no discurso de abertura do evento, a preponderência do jornalismo como fiscalizador da acção governativa. Manifestou, igualmente, a sua abertura para continuar a cooperar tanto com o MISA e outras organizações sócio-profissionais dos media na promoção das Liberdades de Expressão e de Imprensa em Moçambique.

 

Leia Chingubo distinguida como referência feminina de jornalismo pró-liberdade

Durante a mesa redonda alusiva ao dia mundial para o fim da impunidade dos crimes contra jornalistas, o MISA Moçambique anunciou a distinção de Leia Chingubo, da Rádio Moçambique, como referência feminina de jornalismo pró-liberdade.

A distinção resulta da decisão de um júri composto de renomadas figuras moçambicanas defensoras dos Direitos Humanos e especialistas em jornalismo, que avaliou não apenas a experiência profissional da galardoada, mas também a sua auto afirmação na cobertura de temas candentes do desenvolvimento do país, com um alto sentido de profissionalismo, num panorama jornalístico nacional de predominância masculina, nas redacções.

Durante o anúncio, a Presidente do júri, Fátima Mimbir, afirmou que a decisão foi fruto de um aturado debate, porquanto despontam, no país, talentos femininos no jornalismo também merecedores da distinção.

 

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